Quer compartilhar um pouco da sua história e tratamento?

Compartilhe sua história de diagnóstico e situação de saúde aqui. Assim juntos tiramos dúvidas de todo mundo.

Suas ansiedades, seu medo, como foi o diagnóstico, quais medicamentos você usa, quais efeitos colaterais você sente ou sentiu.

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Efeitos colaterais do 3 em 1: como lidar

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Efeitos colaterais do Sistema Nervoso Central: mudanças de humor, ansiedade, tonturas, distúrbios do sono

Drogas associadas: Efavirenz (presente no 3 em 1), Rilpivirina (não disponível no Brasil). Outras drogas como raltegravir (Isentress) e dolutegravir (Tivicay, presente em primeira linha em 2017) têm sido ligados a insônia ou mudanças de humor, porém, mais raramente.

Os efeitos colaterais do sistema nervoso central estão somente ligados com o efavirenz e a rilpivirina (um novo ITRNN).

Links úteis:

3 x 1 (ou 3 em 1, ou “Atripla” ou Telura)

 

E o Dolutegravir pra quem sofre com Efavirenz?

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E o Dolutegravir pra quem sofre com Efavirenz?

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Aparentemente, a menção de uma troca do Efavirenz para o Dolutegravir está sendo deixada na “surdina”. Até porque se todos os que sofrem algum efeito colateral do Efavirenz reivindicarem o direito de obter Dolutegravir em 2016, vai faltar Dolutegravir para os que estão iniciando a terapia.

É assim que o Brasil parece sempre trabalhar: Reprimir para se proteger. Mentir para não causar caos. Ser incoerente para não dar prejuízo.

Como já relatado aqui no blog, na minha segunda consulta com meu médico, mais de 6 meses depois de iniciar o 3 em 1, eu disse que não aguentava mais os efeitos colaterais do medicamento. Que continuava tendo sonhos estranhos, que não dormia nada bem, que estava cansado, que estava deprimido, que acordava todo “bugado”.

E o que ele me oferece?
Kaletra (lopinavir+ritonavir) + AZT + Lamivudina.

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Teremos Dolutegravir SIM

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Dolutegravir em primeira linha: é muito amor

Não sei nem descrever o que eu sinto nesse exato momento, depois de saber que o Dolutegravir vai ser ofertado a partir de 2017 em primeira linha. Provavelmente é a melhor notícia desde o início do meu tratamento com Efavirenz, que me deixou no chão, quase literalmente no chão.

Houve uma série de ótimas notícias desde o meu diagnóstico, até porque tudo o que eu descobria se tornava uma ótima notícia quando comparado ao que eu sabia. Primeiro, descobri que eu poderia ter uma expectativa de vida normal. Depois, consegui entender que resistência aos medicamentos só acontece com má adesão aos mesmos e assim não seria iminente. Mais tarde, soube que eu poderia tomar apenas um comprimido por dia para tratar o HIV. E depois descobri que eu nem sequer poderia transmitir o vírus sexualmente.

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Monte seus pilares

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Depois de mais de 30 anos de epidemia, as coisas estão significativamente melhores. Irreconhecíveis aos olhos dos que viram o que aconteceu nos anos 80 e início dos anos 90 quando ninguém ficava indetectável pois não havia terapia tripla.

Agora depende muito mais de nós mesmos a escolha de viver ou de morrer, de ser feliz ou de largar absolutamente tudo. A decisão de levantar a cabeça perante as adversidades e ser responsável pela própria saúde ou de se vitimar e se deixar cair.

Tenho HIV há quase 2 anos, estou em terapia antirretroviral há quase 1 ano. Aprendi muito desde o meu diagnóstico, que foi em outubro de 2015. Aprendi a não ter medo dos antirretrovirais, aprendi a não ter medo do vírus indetectável no meu organismo, aprendi a não ter medo de transmitir HIV por estar indetectável, aprendi a lidar com efeitos colaterais, é… aprendi muito, caros leitores.

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Carga viral indetectável tomando 3 doses por semana [Atripla, 3em1]

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Tomar Atripla (ou o 3 em 1) três vezes por semana mantém carga viral de HIV indetectável, estudo piloto descobre

Tomar Efavirenz/Tenofovir/Emtricitabina três dias por semana manteve carga viral indetectável por pelo menos 24 semanas em pesoas que já estavam indetectáveis por pelo menos 2 anos, de acordo com um estudo pequeno de prova de conceito apresentado no ASM Microbe 2016 em Boston, Massachusetts.

Características de início

O estudo, conduzido na espanha, acompanhou 61 indivíduos vivendo com HIV (88.5% homens e 11.5% mulheres) que estavam estáveis com efavirenz/tenofovir/emtricitabina e tinham carga viral abaixo de 37 cópias/mL por pelo menos 2 anos antes de se registrar para o estudo. Todos os participantes tinham contagem de CD4 acima de 30 no início do estudo, e ninguém tinha falha virológica previamente documentada, no entanto, um único blip entre 50 e 200 cópias/mL foi permitida para inclusão no estudo, de acordo com o autor líder Esteban Martinez, M.D., Ph.D.

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Efeito colateral do Efavirenz é raro, mas grave

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O tratamento com Efavirenz tem sido associado com complicações de fígado que são raras, mas graves quando ocorrem, entre pacientes recebendo terapia antirretroviral na África do Sul. Em um documento escrito para a AIDS, os investigadores constataram três padrões de lesão hepática causada por medicamentos (DILI – drug-induced liver injury), a mais grave das quais envolveu necrose com altas elevações de transaminases (ALT/AST) e icterícia que é o amarelamento da pele As taxas de mortalidade foram altas.

“Observamos três padrões de lesão, a mais grave sendo a necrose submaciça,” comentam os autores. “Uma alta contagem de CD4+ de base parece predizer o risco de necrose submaciça, com sexo feminino e idade mais tenra sendo fatores adicionais.”Continue reading →

Como se pega HIV ou AIDS?

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É HIV ou é AIDS?

Para começar chutando o pau da barraca já, ninguém pega AIDS. Porque AIDS é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que é, segundo as diretrizes atuais, quando as células de proteção CD4 ficam abaixo de 200 por mL de sangue, sendo que uma pessoa saudável tem em torno de 450 a 1600 dessas células por mm3.

Vale salientar que não há qualquer evidência de que 1600 seja clinicamente melhor do que 500 células, então se você já é soropositivo e se preocupa com suas células CD4 que estão sempre em torno dos 550, bom, pare de se preocupar, não há nada que você possa fazer e você não é pior ou menos protegido do que seu colega soropositivo com 1300 células.

O que alguém pode “pegar” ou contrair é o vírus chamado HIV (vírus da Imunodeficiência Humana), que se não tratado pode levar o portador do vírus a desenvolver o quadro de AIDS, geralmente depois de 4, 5, 7, 10 anos de infecção.

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Por que ainda não morri?

É triste estar à beira da morte. E foi assim que me senti quando recebi a notícia de que “finalmente” era soropositivo.
Eu sabia sim que existia vida após o POSITIVO, mas achava que era uma “meia-vida”, uma vida de fachada, uma vida com a incerteza da morte.

Até porque sempre me neguei a saber como era uma vida com HIV. Só o pensamento de um dia ter que pesquisar sobre uma vida soropositiva já era suficiente para me tirar noites de sono, semanas de sono quando o teste ainda demorava 15 dias.

Nunca quis saber como era “isso”.
Nunca quis ser “isso”.
Nunca quis passar por “isso”.

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Saúde mental precária em subgrupos gays, bissexuais e HSH em geral

HSH

Já é bem sabido que homens que fazem sexo com outros homens (HSH) são mais propensos a ter saúde mental e emocional mais precária do que outros homens, mas há desigualdades significantes neste grupo, pesquisadores reportam ao Journal of Public Health. Taxas de depressão, ansiedade, automutilação e pensamentos sobre suicídio são maiores em homens mais novos, com menor escolaridade, mais pobres e negros.

“As minorias são rotineiramente classificadas como mais homogêneas do que realmente são… somando à pré-existente disparidade em saúde mental vista em maiorias e minorias sexuais, outras disparidades comuns persistem dentro destas minorias”, os autores alegam.Continue reading →