Relacionamento sorodiscordante

Casal sorodiscordante - Opposites Attract

Relacionamento com parceiros HIV negativos

Casal sorodiscordante
Muitas vezes pessoas vivendo com HIV tem parceiros que não tem HIV (Estes algumas vezes são chamados por profissionais de saúde como sorodiscordantes ou sorodiferentes). Pode parecer que relacionamentos entre pessoas com status HIV diferentes somente são considerados em termos de sexo e risco de transmissão do vírus.

Sexo faz parte

 

Sexo é importante para muitos relacionamentos íntimos mas poucos pensamentos são baseados em sexo somente em longos períodos. A parte sexual dos relacionamentos pode mudar significantemente ao longo do tempo e sua importância pode variar de indivíduo para indivíduo no relacionamento. Mas de uma maneira ou de outra ter HIV provavelmente vai afetar a maneira como você e seu parceiro se sentem quanto ao sexo, em ter implicações quanto ao tipo de sexo praticado. Isto é especialmente o caso do HIV porque ele pode ser transmitido através de contato sexual. Faz sentido você e seu parceiro conversarem sobre isso. Você pode querer discutir como isso pode afetar a sua intimidade, desejo e performance sexual. E a importante conversar sobre maneiras de prevenir seu parceiro de controle

Camisinha

Camisinha
Outra boa maneira para previnir a infecção por HIV é por meio de camisinhas. Usadas de maneira correta e com consistência, elas também previnem a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, e ainda previnem uma gravidez indesejada em casais heterossexuais.

Usar camisinhas da maneira correta é uma solução para alguns casais, mas outros acham difícil usá-las em todas as relações, ou até mesmo de usá-las de maneira geral.

Você pode resolver alguns destes problemas conversando com seu parceiro sobre o fato. Também pode ser útil falar com alguém da sua clínica , como um agente de saúde de sua confiança.

Pode ser que você tenha problemas que são fáceis de resolver.

Algumas pessoas, por exemplo, percebem que camisinhas de tamanho padrão estouram por serem muito pequenas, ou que saem do pênis por serem muito grandes. Tentar diferentes tamanhos pode resolver facilmente estes impasses.

Usar camisinhas femininas ou diferentes tipos de lubrificantes pode variar, e melhorar a experiência sexual.

Camisinhas femininas também dão à mulher mais controle quanto ao uso da mesma.

Temos PEP!

PEP - Profilaxia Pós Exposição
Se você estiver preocupado com uma possível exposição ao HIV (talvez a camisinha estourou ou saiu durante o sexo), a profilaxia pós-exposição está disponível no Brasil para isso. Vá a um CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) próximo, ou posto de saúde, ou até hospital e peça a PEP que é direito seu. São 28 dias de tratamento que podem trazer efeitos colaterais, mas uma grande chance de evitar a infecção se feita antes de 72h.

Porém, dificuldades com o uso da camisinha podem estar mais ligados a sentimentos quanto o HIV em si, confiança e intimidade, e conversar com seu parceiro ou um psicólogo ou profissional da área pode muitas vezes ajudar.

Se você não estiver praticando sexo seguro, é importante que ambos entendam e aceitem os possíveis riscos e tenham considerado o impacto tanto em você e em seu parceiro caso o mesmo contraia HIV.

Procure ajuda

Centro de Testagem e Aconselhamento
Muitas pessoas acham difícil falar sobre sexo, mesmo com pessoas muito próximas.

Se este for o caso, tente discutir seus anseios com alguém do seu posto de saúde ou CTA, ou um grupo de apoio. Isto pode ajudar você a sanar dúvidas e dizer o que você gostaria.

Fonte: aidsmap.com
Adaptado para a realidade brasileira.

Ampla variedade de fatores de risco associados com comprometimento cognitivo moderado

Estágios de Comprometimento cognitivo

Ampla variedade de fatores de risco associados com comprometimento cognitivo moderado em homens HIV-positivos em terapia antirretroviral

Uma ampla série de fatores são associados com comprometimento cognitivo em homens HIV-positivos de meia idade de acordo com uma pesquisa Holandesa publicada na edição online da AIDS. O estudo observacional, transversal e com controle de casos envolveu pacientes tratados com antirretrovirais e carga viral indetectável. Redução de função cognitiva foi associada ao uso de cannabis (maconha), depressão, fatores metabólicos e prévia supressão imunológica ligada ao HIV (diagnóstico de AIDS).

Os autores comentam “Desempenho cognitivo diminuído provavelmente resulta de um processo multifatorial”.

Ou seja, não é porque você se encaixa em um dos fatores que vai com certeza desenvolver esta condição.

Comprometimento cognitivo moderado pode se tornar evidente forma de mudanças como tempo de atenção reduzido, processamento de informações mais lento, fluência reduzida no uso da linguagem, e habilidade reduzida de planejar e organizar sua rotina ou resolver problemas. Especialistas consideram que estas mudanças excedem os declínios de memória e capacidade mental que geralmente acompanham o envelhecimento.

Em alguns casos comprometimento cognitivo moderado pode ser um sinal de cautela em relação a doença de Alzheimer. No entanto, este comprometimento pode ter inúmeras causas, incluindo doença cardiovascular, uso de drogas, efeitos colaterais de medicamentos, deficiência de vitaminas ou na tireóide, e depressão ou ansiedade, sendo que muitos destes possuem tratamento.

Há uma alta prevalência desta moléstia em pessoas com HIV, com taxas de até 59% mesmo quando estáveis em terapia antirretroviral. Porém, parece que os critérios utilizados para cálculo tem sido muito sensíveis e incluem muitos falso-positivos.

Para estabelecer um entendimento mais preciso de comprometimento cognitivo, investigadores de Amsterdam utilizaram uma análise chamada Comparação Normativa Multivariada. Esta técnica tem mais controle dos falso-negativos e ainda assim é capaz de capturar casos de comprometimento.

Homens HIV-positivo recrutados: 103
Pessoas sem HIV (controles): 74
Média de idade de ambos: 54 anos

Sobre os recrutados soropositivos:

Média de tempo com CV indetectável: 8 anos
Tiveram doenças oportunistas: 35%
Média de CD4 no início do tratamento: 170 células/mm3
Média de CD4 atual: 625 células/mm3

Os pacientes com HIV tiveram boa combinação com os controles (pessoas sem HIV), mas mesmo assim os que tinham HIV fumavam mais, tinham menor Índice de Massa Corpórea (IMC) e maior proporção cintura-quadril do que pessoas sem HIV recrutadas.

Os resultados do pequeno estudo mostram que 17% dos soropositivos e 5% dos soronegativos para HIV tinham comprometimento cognitivo moderado.
Fatores associados com o comprometimento no grupo de HIV-positivos inclui uso de maconha, histórico de problema cardiovascular, função renal comprometida, proporção cintura-quadril maior do que o normal, presença de sintomas de depressão e baixa contagem de CD4 no início do tratamento.

Os autores enfatizam e reconhece que por conta do estudo ter sido transversal, ele é “meramente capaz de demonstrar ASSOCIAÇÕES ao invés de causas”. A população do estudo era predominantemente masculina, branca e baixa prevalência de hepatites virais. O estudo pode não se aplicar bem a outras populações.

Fonte: AidsMap

Diagnóstico

Perdido

Um dia comum, uma manhã muito normal e familiar. Saí cedo de casa pois precisava da cópia autenticada de um documento, e eis que na rua do cartório se encontra o CTA do meu bairro. Atrás de algumas árvores que logo devem ser cortadas, mas ainda melhor do que qualquer prédio “nu”.

Entrei, me identifiquei e disse que gostaria de fazer um teste de HIV. Já estava namorando há 2 meses, estava mais do que na hora de ter o desencargo de consciência.
A entrevista pré-testagem é rodeada de perguntas embaraçosas, ainda mais para mim, sendo gay. Mas tudo bem, aos 24 anos não é mais tão invasivo.

Meu sangue foi retirado do modo antigo, com uma seringa. Depois um pouco de sangue em cada um dos testes rápidos de DSTs.
Uma espera de 15 minutos que sempre parece anos. Uma moça chama a outra, elas cochicham.

“Por que estão sussurrando? Não tenho HIV, né?! Putz… eu me cuidei, relaxa, Derek, relaxa.” – Meus pensamentos estavam a mil por hora.

“Derek!”Chama uma das agentes de saúde.

Sento naquela cadeira esperando pelos três não-reagentes que eu merecia. Eu era um bom garoto. Não era promíscuo, não traía, nunca tinha participado de uma orgia louca ou ménage à trois.

“Então, Derek… Negativo pra sífilis, não-reagente para hepatite C…”

Por que o de HIV por último, moça? Quer me matar?

“Mas”

E naquele milésimo de segundo entre o “Mas” e o resto da frase meu coração parou. Aquele engolir de saliva sem saliva alguma. Não podia estar acontecendo comigo.
Sempre sofri por antecipação, mas nenhuma vez foi mais dolorosa do que estes milésimos de segundo antecipados.

“Mas é reagente para HIV…”

Não, não, não. Por favor, não.

“Não sei se você sabia…”

Meu corpo inteiro paralisou e amorteceu. Eu estava completamente inerte, atordoado. Queria estar morto, porque doeria menos.
Não sentia mais a cadeira na qual eu estava sentado, não via mais a agente de saúde, os móveis começaram a se afastar, meu coração ainda parado.
Uma paz gigante, talvez pena de mim mesmo, me acometeu. Me sentia um bebê renascendo, e queria que alguém cuidasse de mim.

Estava confirmado. Três REAGENTES carimbados em um pedaço de papel. Não adianta, Derek, não tem cura. Essa vai ser a sua vida. Uma vida de REAGENTE.

Minha primeira frase foi: “Meu Deus, minha vida vai mudar.”

Caminhei nas ruas voltando para a república de estudantes onde moro. A calçada parecia de algodão ou de nuvem, bem macia. Não sentia meu corpo, só sentia minha mente.

Queria ser atropelado, para poder desistir de uma forma mais nobre. Queria que tirassem aquilo de mim. Imaginava um aparelho como de hemodiálise filtrando meu sangue e tirando o HIV, ou trocando meu sangue.

Queria que tudo acabasse. Mas não acabou, e hoje sou feliz de novo.

É fácil viver com HIV?

zachary-nelson-192289

Independente da resposta para a pergunta que dá nome ao post, saiba de uma coisa que é certa e absoluta: É bem mais fácil viver sem HIV do que viver com HIV!

O que não torna automaticamente o fato de ter HIV, em 2017, um fardo terrível de se carregar. Apesar de ser isto que muitos acreditam. Inclusive muitos soropositivos, muito provavelmente pelo estigma que ainda é sofrido.

A primeira desvantagem óbvia de se ter HIV é que você carrega em seu corpo uma doença infectocontagiosa, que depois que você se torna indetectável e permanece indetectável, NÃO SE TRANSMITE MAIS POR VIAS SEXUAIS. As pessoas acham que somos uma arma com o dedo no gatilho, mas isso é fantasia.

Porém, foi assim que me senti nos primeiros dias também, como uma arma com odeio no gatilho. Um ser viscoso, um ser que exala um vírus que não tem cura.

Ignorância. Tamanha ignorância.
Ser ignorante nos faz sofrer muito mais do que precisamos sofrer. Porque sofremos por coisas que realmente são terríveis, mas são mentiras ou reprodução da ignorância.

Tente aceitar os fatos

O primeiro passo para viver uma vida soropositiva para o HIV com alegrias é o quanto antes possível aceitar sua sorologia.
Deu positivo, então Okay, é isto. Atualmente nada é possível fazer para tirar esta condição. Você vai enormemente minimizar os efeitos do vírus no seu corpo de forma gratuita pelo SUS até que uma cura esteja disponível.

1) HIV não é uma entidade maligna

HIV é um vírus, assim como o da gripe. O que acontece é que por um infortúnio do destino este vírus tem grande afinidade com os receptores das nossas células CD4.
Entra nelas e se reproduz para dar continuidade à sua espécie.

Como se nós seres humanos não sugássemos as energias e recursos de outros seres vivos para dar continuidade à nossa própria espécie, né?!

O HIV é um vírus que pode levar à morte, e de fato já levou milhões de pessoas. Mais de 30 milhões. Porém, depois de 1996, tratamentos altamente eficazes começaram a ser utilizados, e a partir de então só morreu que não tomou por diversos fatores ou tomou incorretamente sua medicação.
Aqui podemos incluir políticas públicas que não conseguem entregar a medicação aos que precisam, ou políticas que alimentam o estigma e afastam as pessoas do sistema público de saúde.

Depois que sua carga viral ficar indetectável, a possibilidade de você transmitir o vírus é próxima a ZERO. Até hoje ninguém, NIN-GUÉM, transmitiu o vírus tendo carga viral indetectável.

Depois que sua carga viral fica indetectável, você é mais parecido possível com uma pessoa que não tem o vírus, com uma única diferença básica, precisa tomar seu ou seus comprimidos todos os dias.

Tomar os remédios por uma semana NÃO faz sua carga viral ficar indetectável, só o exame do laboratório dirá. E você não mede a carga viral todos os dias, então use camisinha mesmo com seu parceiro monogâmico sorodiscordante, pelo menos até vocês criarem cumplicidade e confiança suficientes e até o parceiro soropositivo ficar e permanecer indetectável.
Ou até que a PrEP esteja disponível no Brasil, o que deve acontecer logo.

Sem contar que você não vai querer contrair hepatites virais, sífilis, gonorreia, etc. Use camisinha, vale a pena.

No glove, no love. = Sem luva, sem amor.

2) Você vai viver bem

Primeiramente, se você está lendo este texto é porque contraiu o vírus em uma época onde as pessoas não precisam mais morrer de AIDS, que é o estágio que geralmente aparece depois de uns 5 a 10 anos com o HIV no corpo.
Pelo menos não no Brasil, onde a medicação é distribuída de forma gratuita. E melhor ainda, medicamentos altamente eficazes e seguros recomendados pela Organização Mundial da Saúde são distribuídos como primeira linha de tratamento!

Lamivudina (300mg) / Tenofovir (TDF 300mg) + Dolutegravir (DTG 50mg)

O dolutegravir começou a ser distribuído no final de 2016 para quem inicia o tratamento. Uma vitória para os recém-diagnosticados no Brasil neste momento da nossa história. E acredito que num futuro nada distante, pacientes que utilizam outros medicamentos poderão passar para o dolutegravir também.

3) O seu dia a dia continua. Exatamente igual.

Considere sua vida normal até que ela se torne NORMAL. Até por isso eu acho um pouco inútil contar sobre a minha sorologia para as pessoas, por enquanto.
Contar para quem não está plenamente preparado para saber é só levar mais sofrimento à pessoa e também a você mesmo. Você tem o vírus, então vai ter que entender, vai ter que pesquisar, vai sentir como é o tratamento, então inevitavelmente vai aceitar a própria sorologia.

Mas alguém que não tem HIV vai pensar que você está sofrendo, que está se corroendo e que pode morrer a qualquer momento. E esta pessoa não vai ter a sua garra para pesquisar a fundo, pois não é com ela que está acontecendo. Então há chances de que ela fique na eterna e sofrida ignorância com a imagem de 20 ou 30 anos atrás.

A escolha de contar é sempre sua. Você pode se sentir bem contando para absolutamente todo mundo, e tudo bem quanto a isso. Se você tem um sistema de apoio legal, é provável que você se sinta muito melhor.

Esta não é a realidade da maior parte das famílias brasileiras que ainda ligam HIV com podridão, promiscuidade, falta de ética e moral, e por aí vai.

Acredito que, depois do diagnóstico, você evite tomar decisões. É provável que sua mente esteja pensando em todas as possibilidades e impossibilidades que a infecção pelo HIV traz. A não ser que você tenha lido este texto antes de contrair HIV. 😉

4) Idas ao médico

O tratamento do HIV é muito mais tranquilo neste sentido do que muitas outras doenças pelo mundo afora.

O diagnóstico é rápido e sigiloso. Muitas vezes basta uma picadinha no seu dedo e a espera de uns 10-15 minutos.

Depois de receber o diagnóstico positivo para HIV, você vai para o próximo passo, que é fazer o seu primeiro grande exame que deveria incluir principalmente CARGA VIRAL e CONTAGEM CD4.

Cargaviral é o número de vírus que estão em uma gota, ou 1mm3, do seu sangue.
Uma carga viral considerada baixa fica geralmente abaixo de 5.000 cópias/mm3, uma carga viral alta de HIV varia de 100.000 aos 1,2,3 milhões. É necessário iniciar o tratamento imediatamente principalmente nestes casos.

Contagem CD4 é o número de um tipo células de defesa também presentes por mL de sangue. Uma pessoa saudável tem entre 450 a 1600 células destas. E ter 1300 não significa que você seja mais protegido do que uma pessoa que tem 450 células.

As diretrizes para tratamento mudaram ao longo do tempo, e com a evolução e menor quantidade de efeitos colaterais dos medicamentos.

No início, tratava-se quem tinha menos de 200 células CD4, o que dá o diagnóstico de AIDS. Depois passou para 350 células. Depois foram 500 células. E agora, no nosso amado Brasil, todas as pessoas vivendo com HIV, mesmo tendo 1000 células podem iniciar seu lindo tratamento antirretroviral, para viver menos preocupados, viver uma vida longa, não transmitir HIV e se sentir cuidando da própria saúde de maneira ativa.

No seu primeiro exame, é provável que seja feita uma bateria quase completa de exames. Com atenção especial para função renal e hepática.

Você vai (ou deveria) fazer exames mais frequentes até ficar com carga viral indetectável, depois os exames ficam mais espaçados de modo que você só tiraria sangue a cada 6 meses.

Não é perigoso ficar 6 meses sem ver como está minha carga viral e CD4?

Se você chegar ao indetectável, não. Porque sua medicação é duradoura. Sua terapia antirretroviral somente irá falhar se:

  • Você tiver um virus resistente à medicação, por ter adquirido um vírus já resistente da pessoa de quem você contraiu o HIV;
  • Se você não tomar a sua medicação completa consistentemente, pelo menos 90-95% das doses, o equivalente a umas 28 doses por mês.

Você só fica indetectável enquanto toma sua medicação. HIV não tem cura, então assim que você para os remédios, o HIV volta com alta carga viral e começa novamente a baixar suas células de defesa.

 

4) Viva sem efeitos colaterais

Todas as combinações iniciais de medicamentos são excelentes em suprimir o vírus, ou seja, deixar sua carga viral abaixo dos níveis de detecção dos testes: INDETECTÁVEL.
Para que isto aconteça é indicado que você tome a medicação todos os dias, sim, todo santo dia. Seja um comprimido, sejam dois ou três. Tome-os sem falta.

Para que isto seja alcançável, lute pelo seu bem estar. Se você não tiver efeitos colaterais também não vai se importar em tomar a medicação da forma correta.

Seu infectologista vai alertar sobre os possíveis efeitos colaterais iniciais e passageiros, os quais acontecem nas primeiras semanas ou meses até seu corpo se acostumar com a medicação.
Esta medicação nova, o dolutegravir, não causa efeito colateral nenhum na maioria dos casos. E quando acontece, o efeito colateral mais comum é insônia.

Comecei minha terapia no final de 2015 com efavirenz, um dos componentes do 3×1. Foi uma experiência bem desagradável para mim. Mudei para outro chamado atazanavir que é maravilhoso. Mas logo espero estar no dolutegravir também.

Atualização 30 de maio de 2017:

Muita coisa mudou desde que escrevi este post. E eu atualizei hoje várias informações nele, como a adição do dolutegravir à primeira linha de tratamento. Uma vitória incrível para quem está iniciando a terapia agora, pois provavelmente não sentirá nenhum efeito colateral, e isso é incrível.

Comece seu tratamento!
Faça o teste caso não tenha feito ainda. Não há o que temer!

Resumindo: O Brasil tem um arsenal bom o suficiente para oferecer a você um tratamento sem ou quase sem efeitos colaterais intoleráveis. Lute pelo seu bem estar.