PEP – Profilaxia Pós-Exposição

Uso da PEP no Brasil

Quem pode fazer uso da PEP

Se você teve sexo desprotegido (até se a camisinha tiver estourado ou deslizado) ou tenha compartilhado seringas com alguém que seja HIV positivo ou que seja potencialmente soropositivo, você tem o direito de fazer uso da PEP no Brasil.

A PEP, ou Profilaxia Pós Exposição, pode ser usada e exigida por qualquer pessoa  em algum CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) ou hospitais.

Quanto tempo antes

A PEP deve ser procurada e iniciada o quanto antes, mas com certeza antes de 72 horas depois da exposição.

Duração do tratamento

No Brasil o tratamento dura de 28 dias.

Eficácia

Quando procurada o mais rápido possível, a PEP é altamente eficaz em evitar a infecção por HIV mesmo após um suposto contato de risco com o vírus.

Cuidados

Você vai tomar durante um mês, os mesmos medicamentos que um soropositivo toma para impedir que o vírus se reproduza. Muitas vezes vem acompanhado de efeitos colaterais. Deve ser tomado da forma que foi prescrito, sem perder doses.

Onde ir

A pode ser conseguida em CTAs espalhados por todo o território nacional. Explique sua situação para que os agentes de saúde avaliem a real necessidade do uso da medicação.
Um beijo na boca com um soropositivo por exemplo não representa risco, portanto a PEP não é recomendada.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da PEP dependem de qual medicação você vai tomar.
Muitas pessoas no Brasil tomam Atazanavir + Ritonavir + Lamivudina + Tenofovir.
Efeitos gastrointestinais como náuseas e diarréia são comuns, bem como dores de cabeça e amarelento da pele e dos olhos temporariamente.

O que o governo diz:

“O Ministério da Saúde preconiza, desde 2010, o uso de medicamentos antirretrovirais como mais uma forma de prevenção contra o HIV. Chamada de PEP (sigla em inglês de profilaxia pós-exposição) a medida se insere no âmbito da prevenção combinada e consiste na prescrição desses medicamentos em até 72 horas após o contato do paciente com o vírus. O tratamento dura 28 dias e o atendimento é considerado de emergência pelo Ministério da Saúde, conforme prevê o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV.

 

Este protocolo, diferentemente dos consensos de terapia, tem caráter normativo, devendo ser integralmente observado em todos os casos que envolver a PEP. O PCDT se divide em quatro seções, que correspondem às etapas da abordagem da pessoa exposta ao risco de infecção pelo HIV, que incluem:

 

avaliação do risco de exposição;

esquema antirretroviral para PEP;

outras medidas no atendimento à pessoa exposta;

acompanhamento clínico-laboratorial”

 

Caso ainda restem dúvidas quanto à seriedade desta solução, aqui você encontra o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para a PEP:

http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2015/58168/pcdt_pep_20_10_1.pdf